Cícero dos Santos da Silva Pereira

 

nasceu em São José do Gorotuba, distrito de Grão Mogol, em Minas Gerais, em 14 de novembro de 1881, filho de Ludovica e Manuel José Pereira da Silva. Casou-se com Guiomar Lellis, em 5 de março de 1903, mas não tiveram filhos. Em 1948, às 6 horas de uma manhã luminosa manhã do dia 4 de novembro, em Belo Horizonte, desencarnou, deixando um legado de exemplos de profundo amor ao trabalho, à família, aos amigos e ao Espiritismo.

Desde cedo, manifestou interesse por assuntos espirituais, e, a partir dos treze anos, dedicou-se ao estudo da Doutrina Espírita, que definiria sua opção de vida.

Guarda-livros, taquigrafo, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, poliglota e esperantista, começou seus estudos na Escola Normal de Montes Claros, onde foi professor e diretor. Exerceu os cargos de prefeito e coletor estadual, em Grão Mogol; e professor de matemática, em Belo Horizonte, para onde se transferiu em 1927. Seu nome foi dado a uma rua no bairro de Santos Reis, em Montes Claros, por decreto municipal de 31 de julho de 1967.  

Como jornalista, colaborou em jornais locais, tendo fundado o jornal “O Tempo”, e deixado em “O Poder” uma serie de artigos sobre assuntos morais e espirituais, como “Minha Fé”, “Minhas atividades espirituais”, “Fraternidade Cósmica”, tendo sido, ainda, redator - secretario do “Jornal da União”.

No exercício de sua missão espírita teve desempenho marcante confirmado por suas múltiplas iniciativas tais como:

  • Fundador do grupo “Paz e Caridade”, em Montes Claros, e do Abrigo Jesus;

  • Um dos primeiros colaboradores e sócio da União Espírita de Minas Gerais;

  • Presidente da Casa Máter do Espiritismo em Minas Gerais, de 1937 a 1940, e seu vice-presidente até 1948;

  • Fundador de vários grupos de estudos e de trabalho, inclusive o Núcleo de trabalhadores Humildes;

  • Fundador da primeira Casa Transitória, para assistência de doentes em transito em Belo horizonte, entidade que hoje, cuida da proteção à mãe-solteira e aos recém nascidos pobres;

  • Foi orientador espiritualista, inclusive de Francisco Candido Xavier;

  • Fundador do Grupo das Samaritanas, de Assistência Social.

Em Boa Esperança, estreitou sua amizade com o Centro Amigos na Dor, do qual se tornou sócio-benemérito. Nessa casa descansou seu espírito, durante três dias, após a desencarnação. 

“Um dia, quando a humanidade escrever a historia do Espiritismo em Minas, a página da vida de Cícero Pereira será uma das mais valiosas, pois tenho-o como expressão mais culminante do Espiritismo Cristão, em toda Minas gerais.” (Pedro machado in “Professor Cícero, um autentico Mahatma”).

O Patrono

"Se mudarmos o início da história, ​

        mudamos a história toda."

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