Pioneiros

Adamastora América de Andreazzi

Mineira de Belo Horizonte, nascida em 12/10/1921, a qual o seu Pai Luiz esperava um menino para homenagear com o Poema de Camões, O Gigante Adamastor, e para a sua surpresa veio ao mundo a menina Adamastora América de Oliveira.

Durante a sua infância muito gostava de subir em árvores para colher os frutos que estavam maduros, as frutas de que mais gostava eram banana prata e manga. Adorava observar a sua mãe D. Maria nos afazeres domésticos. Em meados dos 17 anos quando se formou na Escola Normal seguiu a vocação de professora primária ensinando crianças da periferia na capital mineira.

Aos 26 anos casou-se e teve duas filhas, ainda em Belo Horizonte, em um evento social familiar conheceu o Sr. Rolleman, grande colaborador da Fraternidade Irmão Glacus, que relatou para a D. Adamstora problemas pessoais de seus familiares sem mesmo os conhecê-los. Admirada como seria possível que uma pessoa estranha soubesse tanto de sua vida íntima....questionou o Sr. Rolleman como isso seria possível? E o mesmo perguntou se ela já havia ouvido falar em Doutrina Espírita? Prontamente respondeu que não. Foi quando ele, Sr. Rolleman, sugeriu lesse O Evangelho Segundo o Espiritismo...Para a sua alegria passou a compreender o fato acontecido com o Sr. Rolleman e entre outros fatos e por anos vivenciou o conceito de que a “Doutrina Espírita é libertária”. Anos depois, D. Adamastora, adotou uma postura universalista.

Em meados de 1958, D. Dora, como é conhecida carinhosamente, acompanhando o seu marido que assumiu uma nova função no Governo da nova Capital Federal juntamente com as suas duas filhas, conheceu um grupo de pessoas que se reuniam com o propósito de estudar e praticar o Espiritismo, do qual faziam parte Dr. Lydío Dinis Henriques, D. Rosinha, sua esposa, e outros. Começava a nascer o Grupo da Fraternidade Cícero Pereira.  

    

A Instituição GFCP já realizava as atividades doutrinárias e mediúnicas, dando prosseguimento aos dispositivos estatutários da época e munidos da responsabilidade social avançaram nos compromissos sociais. Procuraram o Juiz da Vara da Infância e Juventude que em meados da década de 70, a D. Adamastora juntamente com a D. Yeda Côrrea, ouviram que uma demanda necessária há época eram das mães solteiras. Nesse momento, a Instituição coloca todos os seus esforços no sentido de atender a esse novo compromisso. Duas das mães assistidas pela Instituição, traziam em seus ventres, duas crianças que foram acolhidas em adoção: Patrícia e Ugo, filhos do coração da Sra. Adamastora e seu esposo Amadeu Andreazzi, como tantas crianças foram encaminhadas outros lares. E sua família cresceu entre netos Alessandra e Felipe; e bisnetas Cecília e Clara.

D.Dora por mais de 40 anos à frente do exercício de Fraternidade e Caridade ao próximo oportunizou ao Grupo da Fraternidade Cícero Pereira assistir e acolher os corações que aportavam a sede da Instituição.

Projetos desenvolvidos ao longo desses anos á frente da Instituição:

  • Campanha de Arrecadação para Manutenção: Festival da Criança (1970/80);

  • CAMEGE (Casa do Menor e da Gestante): 1974/2007;

  • Centro de Profissionalização ás Famílias em Processo de Inclusão Social: 1998/2011; e

  • Escola Infantil Cícero Pereira: 1987 aos dias de hoje.

 

O Grupo da Fraternidade Cícero Pereira agradece a todos os Dirigentes, Voluntários, Parceiros, Amigos, Funcionários e Beneficiários, em fim, a todos que fizeram, fazem e farão parte dessa linda história de Amor.

Lydio Diniz Henriques

Dr. Lydio era Presidente da OSCAL – Organização Social Cristã André Luiz, com sede em Belo Horizonte, possuía Grupos da Fraternidade filiados e espalhados por diversos estados do Brasil, muitos dos quais ele ajudou a criar.

Sua maior missão, a OSCAL, era implantar no Planalto Central uma Cidade com crianças, sendo estas menores desamparadas, em lares família. Posteriormente, a Cidade das Crianças passou a se chamar Cidade da Fraternidade.


Em meados da década de 1960, Dr. Lydio mudou-se com sua família para Brasília para ficar mais próximo da Cidade da Fraternidade e melhor poder desenvolver o projeto de sua fundação.


Aqui ele sentiu a necessidade de criar um novo Grupo da Fraternidade, tanto para os trabalhos espirituais quanto para os de assistência social. Assim, juntamente com um grupo de pioneiros abnegados foi fundador da Instituição Cícero Pereira e, mais tarde, como um departamento a CAMEGE,  voltada para a assistência das crianças e de  suas mães.


O inicio foi difícil mas gratificante. A obtenção do terreno  junto ao GDF foi um passo fundamental para seu desenvolvimento,  que sempre contou com a efetiva participação da comunidade espírita de Brasília. Seus resultados atestam o acerto de sua criação.

 

Contribuição: Heclton Diniz,filho.